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sábado, 5 de janeiro de 2013

Noite de Outono


Detenho-me ao vislumbrar,
Em uma noite de outono,
Fria, taciturna e solitária,
Nada mais brilhante e esplêndido,
Que o seu olhar.

Oh! Minha deusa e rainha.
Percebes que desferistes sem exitação,
Ao meu peito quente de amor,
Um golpe tão voraz,
Que se criou um abismo em meu coração.

Sonho acordar em vossos braços.
Sentir o gosto de nosso suor,
Que em harmoniosa dança sensual,
Esquentou nessa noite fria de paixão,
Nossos corpos em excitação.

Desejo, mas não a tenho.
Olho a lua em sua súbita clareza.
Músicas a tocar, danças a embalar.
Mas minha solidão é eterna,
Que sem você nessa noite fria,
É o mesmo que estar morto por dentro,
Ou preso ao escuro sem a luz do dia.

Pensas que não sei amar,
Glorificar vossa beleza,
Ou não conseguir suportá-la.
Errada, pois estais.
A saudade mostra meu caminho com clareza.
Persigo meu sonho de sempre encontra-la
Para uma noite fria a mais no outono,
Com todo meu corpo em excitante sensação,
Volto loucamente a amá-la.

Poema


Poema, poema meu,
que rumora meus sentimentos,
acalma minh'alma
e transforma em verso seu.

Desespero, ódio, amor, paixão
Em palavras tão sutis,
em versos por demais viris,
Eis que volta a bater
meu coração.

Poema, poema meu,
Por que palavras tão tristes?
Por que mostras-te a escuridão?
Como se jamais compartilhas-tes,
a alegria em meu coração,
ou fundisses palavras
ao autor seu.

Que palavras usarás
Em um único verso tão voraz
Destituir minha dor
Acalentar-me do temor,
e destruir por vez
essa solidão voraz.

Por fim poema meu,
Com suas estrofes e versos
Para qualquer um que lê-los
Seja de alegria ou de tristeza
Encontre sabedoria e beleza,
para que em seu ser,
jamais pereça.